Ministros do STF aderem ao “Lula Livre”

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Essa estória de que no Brasil todos são iguais perante a lei não passa de balela, como se pode observar no caso emblemático do ex-presidente Lula, condenado por crime de corrupção e preso em regime especial, separado dos demais presos que, como ele, dilapidaram os cofres públicos e levaram o país ao caos.

A informação divulgada ontem pela Polícia Federal de que gasta cerca de R$ 300.000,00 com a carceragem de Lula é um verdadeiro acinte, um tapa na cara dos brasileiros honestos que trabalham duro para manter suas famílias com dignidade, recebendo um salário miserável.

Enquanto isso, os apenados recolhidos ao Sistema Carcerário Brasileiro, por crimes infinitamente menores que o de Lula, padecem horrores, comem o pão o que o diabo amassou, passam fome, convivem com os mais diversos tipos de doenças, dormem ao chão frio de cimento, muitos são torturados e humilhados e nunca receberam a visita de um simples vereador sequer, imaginem de deputados e senadores da República.

Diante dessa situação concreta, real, incontestável, como acreditar que todos são iguais perante a lei, que as leis foram feitas para todos, que temos uma Suprema Corte que zela pela Constituição Federal?

Uma vergonha que a justiça brasileira permita um privilégio imoral desses que parece um prêmio a quem traiu a confiança do povo brasileiro e no exercício do cargo de presidente da República agiu como uma ave de rapina.

Achando pouco tudo isso, alguns ministros do STF, ao que parece, aderiram ao Lula Livre, entoado em frente a sede da Polícia Federal, em Curitiba, por uma militância apaixonada e cega, que não representa a maioria do povo brasileiro.

Confesso que não fiquei nem um pouco surpreso com as declarações dos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, este último presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sobre a possibilidade de Lula ter a sua pena reduzida e poder disputar as eleições para presidente.

Nunca acreditei mesmo que o ex-presidente fosse demorar muito na prisão, afinal a maioria dos ministros do STF foi nomeada por ele e por sua sucessora, mas não imaginava que isso fosse acontecer tão rápido, como deixam antever as manobras em curso.

Ontem, a 2ª Turma do STF, composta por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Lewandowiski, Fachin e Celso de Melo, com o voto contrário dos dois últimos, tirou do juiz Sérgio Moro os depoimentos do pessoal da Odebrecht no caso do sítio de Atibaia.

Não há como negar. Está em curso uma manobra para anular o julgamento de Lula e permitir a sua candidatura a presidente. Eles querem anular o julgamento de Lula no caso do Triplex para permitir a sua liberdade e eventual candidatura.

Nada que cause espanto, quando se sabe das ligações de Lewandowiski com a família de Lula, que Dias Toffoli chegou ao Supremo com as credenciais de advogado do PT e Gilmar Mendes só sabe soltar os presos da Lava Jato, prender nunca!

Pela vontade desses senhores e mais o ministro Marco Aurélio Melo, que quer porque quer acabar com as prisões em segunda instância, Lula sequer teria sido preso, embora não haja dúvidas quanto a sua participação no esquema de corrupção que minou e quase leva a falência a Petrobras, a mais importante estatal brasileira.

Torcemos, no entanto, para que a maioria do STF que julgou e manteve a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro e pelo TRF-4 mantenha-se firme e não permita o amesquinhamento da Suprema Corte pelas manobras ardilosas dos defensores de Lula.

Que a Procuradoria Geral da República fique atenta a essas manobras e que a íntegra e valente presidente do STF, ministra Carmém Lúcia, coloque todas essas questões à apreciação do Plenário, para que a Justiça prevaleça.

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