Lagoas do Norte: segunda etapa afasta risco de alagamentos para mais famílias

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A aposentada Ana Maria Silva, moradora no bairro São Joaquim, zona norte de Teresina, já teve medo de chuva. Antigamente, os alagamentos na região que atualmente compreende o Programa Lagoas do Norte eram uma ameaça constante. “Eu vivia preocupada com o risco de minha casa desabar”, lembra. Agora, a Prefeitura inicia a segunda etapa do programa, com diversos tipos de intervenções que vão conferir essa mesma segurança para outras famílias e mais oportunidade de geração de emprego e renda através do turismo e do lazer. Ao todo, o programa beneficiará mais de 100 mil pessoas que residem em 13 bairros da região.

A história de Ana é a mesma de cerca de 26 mil moradores dessa área da zona Norte que já sofreram muito quando havia intenso volume de chuvas, como vem sendo registrado nesses primeiros meses de 2018.  Ana conta que ela e os vizinhos nem dormiam direito, pois a qualquer momento a água podia invadir as casas.

O medo que os moradores tinham da chuva passou depois das intervenções do Programa Lagoas em algumas áreas. Na primeira etapa do programa, o foco foram as obras de macrodrenagem, com a urbanização do Canal do São Joaquim, além da construção de um sistema de controle de vazão das águas, como comportas e casas de manobra, a estação elevatória de água, sistema de bombeamento e o canal de dissipação. Também foi feita a limpeza das lagoas e demais canais.

Outras áreas contempladas com sistema de drenagem foi o bairro Matadouro e a região das Olarias, que foram beneficiados ainda com obra de esgotamento sanitário, urbanização do entorno das lagoas e reassentamento de famílias que moravam em áreas de risco. Além disso, na primeira etapa do Programa foi construído um parque linear, o Parque Lagoas do Norte, ao longo de canais e margens de lagoas, oferecendo espaços de lazer, qualidade de vida e oportunidades de melhoria de renda para os habitantes da região.

O diretor executivo do Programa Lagoas do Norte, Leonardo Madeira, explica como as obras garantiram mais segurança e conforto para os moradores. “Com as intervenções, foi possível melhorar as ligações entre as lagoas e entre os canais que conduzem essas águas à Lagoa dos Oleiros, na avenida Boa Esperança. Nesse ponto, existe uma estação elevatória capaz de bombear aproximadamente 9 m³/s. Isso corresponde a despejar no Rio Parnaíba uma piscina olímpica a cada 5 minutos. Assim, é possível manter as lagoas numa cota de segurança para as famílias ribeirinhas”.

Obras também permitiram ganhos sociais

A ausência de alagamentos na área da primeira etapa do Programa Lagoas do Norte é a melhoria mais visível dessa iniciativa da Prefeitura de Teresina. Um olhar mais atento vai perceber que houve também uma verdadeira transformação social nas comunidades.

O professor de capoeira Francisco ‘Zudu’ sente de perto essa mudança.  “A gente não tinha uma área de lazer e agora nós temos. Com esse espaço urbanizado, nossas crianças e jovens participam de diversas ações sociais que são realizadas aqui, como aulas de capoeira, zumba, ações socioambientais. Isso afasta nossos jovens da criminalidade e dão outras perspectivas para eles”, declarou.

Segunda fase 

Com o sucesso da primeira etapa do Programa, o próximo passo é ampliar as melhorias. Na segunda fase, que já está em execução, está sendo dada continuidade ao reforço dos mecanismos de controle de enchentes. Um conjunto de mais de 30 obras que serão realizadas nessa etapa. Os investimentos serão feitos também em mobilidade urbana, reassentamento de famílias que residem em áreas de risco, urbanização de lagoas, construção de infraestrutura de lazer, além da garantia de melhores condições de moradia para as famílias da região.

Para o diretor geral do Programa Lagoas do Norte, Márcio Sampaio, as ações do programa são um ganho para toda a cidade. “Ver que muitas famílias não vivenciam mais situação de alagamentos reforça o sucesso dessa etapa do programa. É um ganho para toda a Teresina ao ter um exemplo prático e eficaz para solução de problemas sociais, ambientais e urbanísticos que historicamente causaram transtornos e afetaram a saúde e qualidade de vida dos moradores da região”, ressaltou.

Fonte: portalpmt.teresina.pi.gov.br

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