Brasil, o país do futuro?

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Se depender do Congresso Nacional, do Poder Executivo e de parte do Judiciário, o Brasil voltará a ser o mesmo de antes da Operação Lava Jato, um país marcado pelas relações promíscuas entre o público e o privado, corrupção, impunidade, cabotinismo político e violência, muita violência.

Analistas alimentam a falsa expectativa de que uma simples reforma política pode fazer do Brasil um país melhor.

Mas, como acreditar nessa fantasia testemunhando as façanhas de deputados e senadores que seriam os responsáveis pelas mudanças na legislação eleitoral e partidária?

Que interesse teria a viciada classe política brasileira de cortar na própria carne, acabando com privilégios imorais de que desfrutam?

Nossos congressistas, com raríssimas exceções, só pensam em suas conjunturas pessoais, seus projetos de poder e na insaciável acumulação de bens.

Poucos são os que não estão envolvidos em falcatruas. Que reforma poderia sair da cabeça dessa gente?

O interesse público é o que menos conta para a nossa patrimonialista classe política. Então, reforma política e eleitoral, sim, mas não com esse Congresso que ai está.

Se o brasileiro quer realmente mudanças nas práticas e nos costumes políticos, o primeiro passo é defenestrar de nossas casas legislativas e do Executivo os trânsfugas e carreiristas que infestam essas instituições.

Não votar em políticos comprovadamente corruptos ou suspeitos de corrupção. Esta é a palavra de ordem, se é que de fato queremos um novo Brasil.

Mas, como acreditar nessa possibilidade se as últimas pesquisas revelam que um presidiário condenado por corrupção, rapinagem de recursos públicos, tem mais de 60% das intenções de voto dos brasileiros?

Diante disso, custa crer em mudanças, mas vamos torcer para que, após as próximas eleições, o ceticismo reinante dê lugar à confiança, afinal a esperança é a última que morre.

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