CRECI – Dirigentes querem se perpetuar no poder

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Baseados em regimento eleitoral claramente viciado e direcionados, os atuais dirigentes dos Conselhos Regionais de Imóveis querem realizar eleições com chapa única, alijando do processo os seus adversários.

Leia aqui matéria intitulada “Democracia para um único lado”, assinada pelo jornalista Wilson Aquino, no portal odia.com.br sobre a polêmica eleição dos corretores de imóveis.

Aqui no Piauí, como de resto em quase todo o Brasil, a oposição teve que recorrer ao Judiciário para ter assegurado o seu direito de participar do pleito.

Luiz Carlos Mouzinho Filho, candidato pela oposição, disse que a sua chapa, denominada Novo Creci, foi impugnada e só teve um dia para recorrer da decisão.

“O Edital das Eleições exige das chapas informações como a situação financeira do corretor, se tem multas, autuações, inadimplência, informações a que só os dirigentes do Conselho tem acesso”, diz Mouzinho.

Ele acrescentou muitos corretores inadimplentes mesmo pagando a dívida no ato da inscrição da chapa, como permite o regimento, foram impugnados. “Aconteceram casos em que o corretor pagou sua dívida no ato da inscrição, mas, como não cai na conta no mesmo dia, eles impugnaram”, enfatiza.

O candidato da oposição informou que, mesmo a Justiça não tendo se pronunciado ainda sobre a questão, a atual diretoria do Creci já encaminhou cartas aos corretores afirmando que as eleições serão no próximo dia 10, com chapa única.

“No entanto, estamos confiante e aguardamos que ainda hoje saia uma liminar da Justiça garantindo a inscrição de nossa chapa”, acentua, acrescentando que o clima é de revolta entre os corretores que querem a renovação e revitalização do Creci-PI.

O atual presidente da entidade, Nogueira Neto, já cumpriu 6 anos de mandato e quer permanecer no cargo por mais três anos. O Creci-PI tem aproximadamente 3 mil corretores inscritos e uma inadimplência que chega a 70%, segundo os dirigentes da entidade.

Para o candidato da oposição essa inadimplência reflete o desânimo e s descrença da categoria com a atual gestão. Luiz Carlos Mouzinho salienta que em Parnaíba existem 200 corretores que se sentem totalmente desprotegidos pelo Conselho.

As promessas feitas durante as campanhas não foram cumpridas, segundo ele, e os corretores querem um Creci mais atuante na defesa da categoria. “É preciso renovar, não dá para aceitar o continuísmo e o imobilismo”, pontua Mouzinho.

Uma questão polêmica, de repercussão nacional, no Piauí não mereceu uma linha sequer nos jornais, portais, emissoras de rádio e televisão.

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