As promessas de Alkmin

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Trabalhar pelo desenvolvimento do Nordeste, através de um grande projeto de infraestrutura e um programa de obras que revitalize o setor de construção civil. Foi o que o ex-governador São Paulo prometeu fazer pelo Nordeste e, em especial, pelo Piauí.

Alkmin falou também da necessidade de se fazer um grande programa de parcerias público-privadas (PPPs) e de concessões para estimular os setores de infraestrutura e logística, saneamento e habitação.

Prometeu, no caso particular do nosso Estado,incentivo à geração de energia limpa, do turismo, comércio, mineração e agronegócio. Foram essas as principais promessas do tucano Geral Alkmin na sua visita ao Piauí.

Anotem para cobrar depois, se ex-governador de São Paulo obtiver êxito na disputa presidencial. Em sua fala na sede do Diretório Regional do PSDB e em declarações à imprensa, o pré-candidato do PSDB disse o que os piauienses gostariam de ouvir e já ouviram de outros candidatos, em outras campanhas.

Mas, convém lembrar que muitos candidatos a presidente já prometeram alavancar o desenvolvimento do Nordeste, com obras de infraestrutura e uma política geradora de emprego e renda. Promessas que nunca foram cumpridas.

Geraldo Alkmin disse que o grande desafio do Brasil, em especial da região Nordeste e do Piauí, é emprego e renda. O diagnóstico está corretíssimo, resta saber se o desafio será encarado como promete o tucano.

Vamos anotar todas as promessas feitas pelos presidenciáveis e ter o cuidado de eleger uma representação política – deputados estaduais, federais e senadores – que de fato tenham compromisso com o desenvolvimento do nosso estado e capacidade para encaminhar projetos e revindicações que contemple o Piauí com obras de infraestrutura que possibilite o seu desenvolvimento.

Com a representação medíocre que temos hoje no Congresso Nacional, com raríssimas exceções, não dá para acreditar que o Governo Federal vá promover o desenvolvimento do nosso Estado. Precisamos eleger representantes que tragam investimentos para o Piauí, que briguem pelos interesses do povo piauiense, trazendo obras de infraestrutura que de fato gerem desenvolvimento, emprego e renda.

Salvo três ou quatro parlamentares, incluídos ai os deputados estaduais, têm envidado esforços no sentido de fazer com que o Piauí saia do atoleiro de sempre e se desenvolva como outros estados da região.

Não temos uma única obra estruturante executada nos últimos 60 anos. Não fosse a visão de um dos melhores governadores que este estado já teve, Francisco das Chagas Caldas Rodrigues, os piauienses ainda hoje estariam à luz de lamparina. Foi esse ilustre político que idealizou e lutou pela construção da Barragem de Boa Esperança, a última grande obra estruturante que o Piauí ganhou.

Hoje, quando se fala que Teresina merece ganhar um aeroporto internacional como outros estados do Nordeste, os defensores do “puxadinho” no acanhado Aeroporto Petrônio Portella, vêm logo com um discurso besta de que é uma obra muito cara, que leva mais de vinte anos para ser feita e por essa razão não devemos nem pensar nisso.

Nossos representantes e governantes compartilham essa ideia e não fazem o menor esforço para concretizar esse sonho dos piauienses.

Muitos argumentam ainda que o Piauí não tem força política para viabilizar a construção de um aeroporto internacional e, nesse particular, sou forçado a concordar. Com as nulidades que elegemos, como ter força política?

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