Caso Marielle: vereador e chefe de milícia tramaram morte, diz testemunha

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Rio – Uma testemunha chave do caso Marielle Franco revelou à polícia que o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, preso acusado de chefiar uma milícia na Zona Oeste, tramaram a morte da vereadora do Psol, assassinada com o motorista Anderson Pedro Gomes, no dia 14 de março, no Estácio, Região Central do Rio. Em depoimentos à Delegacia de Homicídios (DH), a testemunha disse ter presenciado quatro encontros entre Siciliano e Orlando, conhecido como Orlando de Curicica, desde meados do ano passado. Em uma das conversas, o parlamentar teria chamado Marielle de ‘putinha do (Marcelo) Freixo’ e falado ao miliciano que ‘precisavam resolver o caso, pois Marielle estava atrapalhando’.

Segundo a testemunha, a rixa entre Marielle e Siciliano foi motivada pela expansão das ações comunitárias da vereadora em comunidades na Zona Oeste, áreas majoritariamente dominadas pela milícia, algumas ainda sob influência do tráfico. O relato foi divulgado pelo Globo e confirmado pelo DIA. No entanto, a DH descartou a hipótese de queima de arquivo na morte do PM reformado Anderson Claudio da Silva, 48 anos, atingido por tiros de fuzil no Recreio dos Bandeirantes.

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