Morre jornalista Alberto Dines, aos 86 anos

0
27

Rio – Morreu, na manhã desta terça-feira, o jornalista Alberto Dines aos 86 anos. A informação foi publicada pela página Repórter Brasil, da TV Brasil. O escritor estava internado há dez dias no hospital Albert Einstein em São Paulo, de acordo com amigos.

Nascido no Rio de Janeiro, em 1932, Dines iniciou sua carreira como crítico de cinema no início da década de 50 na revista A Cena Muda. Em 1953, foi convidado por Nahum Sirotsky para cobrir assuntos ligados à vida artística, ao teatro e ao cinema na revista Visão. Logo após passou a fazer reportagens políticas.

Já em 1957 trabalhou para a revista Manchete, até se demitir da empresa após desentendimentos com Adolpho Bloch, seu proprietário. Em 1959 assumiu a direção do segundo caderno do jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Já em 1960, colaborou para o jornal Tribuna da Imprensa, então pertencente ao Jornal do Brasil.

Em 1960, dirigiu o jornal Diário da Noite, dos Diários Associados, pertencente a Assis Chateaubriand. Já em 1962 tornou-se editor-chefe do Jornal do Brasil, no qual permaneceu durante doze anos. Em 1974, foi para os Estados Unidos, onde foi professor-visitante na Universidade de Colúmbia. Voltou ao Brasil, em 1975, convidado por Cláudio Abramo para ser diretor da sucursal da Folha de S. Paulo no Rio de Janeiro. Em 1980, deixou este jornal e passou a colaborar no O Pasquim.

Entre o fim da década de 80 e início da década de 90, morou em Lisboa e assumiu cargo de secretário editorial do Grupo Abril, onde lançou a revista Exame. Ainda em Portugal, no ano de 1994, criou o Observatório da Imprensa, periódico crítico de acompanhamento da mídia.

Retornou ao Brasil em 1994. Em 1996, lançou no Brasil a versão eletrônica do Observatório da Imprensa, que conta atualmente com versões no rádio e na TV. Além da carreira como jornalista, Dines escreveu 15 livros.

Alberto Dines também era professor universitário desde 1963. Ele iniciou suas aulas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), onde ficou até 1966. Em 1974, foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Já em 1994, foi um dos responsáveis pela criação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade de Campinas (UniCamp), onde era atualmente pesquisador sênior.

Deixe uma resposta