Conversa fiada

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Dep. Rejane Dias (PT) candidata a governadora em 2022?

Alguém acredita na promessa de Wellington Dias de permanecer no cargo até o final, caso seja reeleito governador?

Levando-se em conta que os políticos, via de regra, não costumam falar o que sentem nem dizer o que pensam realmente, não dá para acreditar nessa conversa.

No auge de sua carreira política, Wellington Dias estaria disposto a abandonar a vida pública, ficando no governo até o final de sua hipotética quarta gestão?

Sua Excelência sabe que essa decisão sepultaria o PT no Piauí, que não tem quadros à altura para substituí-lo e ficaria como uma nau à deriva.

Na verdade, o anúncio de Wellington Dias é apenas uma estratégia para acalmar o eleitorado que parece não ter reagido bem à informação da candidatura da primeira dama.

As declarações do senador Ciro Nogueira (PP) dando conta de que aconselhara Wellington Dias a dizer que permanecerá até o final no governo, se for eleito, “para acabar com os boatos”, deixa isso muito claro.

É mais crível essa história da candidatura da primeira dama do que a promessa de Wellington de ficar no governo até o final, “por não ter mais nenhuma ambição política”.

A escolha de Regina Sousa para o cargo de vice-governadora sinaliza noutra direção.

O governador reelege-se e, dez meses antes de concluir o mandato, renuncia para disputar o Senado e habilita, com isso, sua esposa a participar da sucessão estadual, em 2022, com o apoio da “companheira” Regina Sousa.

Dai o balão que Sua Excelência aplicou em Themístocles Filho. Não era confiável e poderia detonar o projeto de poder do PT.

Não passa, portanto, de conversa fiada esse anúncio de Wellington Dias de que permanecerá no governo até o fim, se for reeleito. Quem viver verá!

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