A tibieza de Marina Silva

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Marina Silva diz que liberou seus eleitores para votar de acordo com suas consciências, mas recomendou que não votem em Bolsonaro. Haja neutralidade! Foi por causa dessa ambivalência que a candidata da Rede fracassou em todas as tentativas de se eleger presidente da República.

Temos apenas dois candidatos disputando o segundo turno, Bolsonaro (PSL) e Haddad (PT), os quais Marina Silva classifica de “atrasados, , autoritários e retrógrados”, mas, curiosamente, só recomenda que seus eleitores não votem no primeiro.

Os dois, segundo ela, não prestam, são ordinários, mas ela não faz nenhuma recomendação para que não votem no Haddad. Logo a neutralidade dela é uma piada. Seu coração petista não deixa que esconda a sua opção no segundo turno, mas sua votação pífia terá pouca ou nenhuma influência no resultado final da eleição.

Com 1% dos votos no primeiro turno, a candidata da Rede terá tanta influência quanto o Boulos e outros candidatos menos votados. Quem sabe, não tenha a mesma força da brava comunista piauiense Lourdes Melo, que ainda hoje denuncia o golpe contra Dilma e a “prisão política do Lula?”

“A Rede declara que não tem ilusões quanto às práticas condenáveis do PT, dentro e fora do governo. No entanto, frente às ameaças imediatas e urgentes à democracia, aos grupos vulneráveis, aos direitos humanos e ao meio ambiente, recomenda que seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país” .

Lendo a nota acima, assinada ou endossada por Marina Silva temos que pedir desculpas à senhora Lourdes Melo pela comparação infeliz. Apesar de combater moinhos de ventos como o personagem de Cervantes, Lourdes é fiel às suas convicções e não tem duas caras.

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