Novos tempos, novos rumos

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O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel anuncia redução de gastos em torno de 30%. Crédito: Antônio Cruz/Agência Brsil

A palavra de ordem dos novos governadores e do presidente eleito Jair Bolsonaro é cortar gastos, equilibrar as finanças e viabilizar investimentos em setores essenciais, como saúde e segurança pública, os mais atingidos pela crise de governança, cuja marca maior foi a corrupção generalizada, que deixou a União, estados e municípios à beira da falência.

O governador do Rio de Janeiro, sem dúvida o mais afetado pela corrupção, anunciou, por exemplo a redução de 30% nos gastos públicos que vai atingir a todos os setores, exceto a Segurança Pública, Educação e Saúde, hoje aos frangalhos. Auditorias em todos órgãos da administração e outras medidas saneadoras. De parabéns, portanto, o governador Wilson Witzel.

Seguindo na mesma direção, o governo Jair Bolsonaro vai passar um pente fino em todos os Conselhos, tarefa atribuida ao Ministro Sérgio Moro. Convênios firmados com estados e municípios, empréstimos e outras operações serão objetos de análise pela equipe do novo governo. O desaparelhamento da máquina estatal, hoje com quase 100 mil cargos comissionados, é outro alvo da gestão Bolsonaro.

 “O estado deve servir ao povo e não a partido político”. É assim que pensa o novo presidente e a maioria do povo brasileiro. O ministro Onyx Lorenzoni deu o pontapé inicial afastando de uma só vez 300 comissionados da Casa Civil.

Lamentavelmente, nem todos seguem na mesma direção. Aqui no Piauí não há grande expectativa em relação à quarta gestão de Wellington Dias (PT), afinal depois de governar o estado por três vezes, o petista não deixou uma obra digna de nota, que marcasse positivamente seu estilo de governo. O seu discurso, na solenidade de posse, foi apenas exercício de retórica. Nenhuma novidade, o discurso de sempre.

Mas o que se pode mesmo esperar de um governante que, em três gestões, não fez nada mais que conchavos políticos e acordos espúrios para se perpetuar no poder? Essa, sem dúvida, foi a sua grande obra.

Os áulicos do PT, no entanto, destacam como extraordinário o fato de o governo petista não atrasar salários, mas é bom frisar que isso só foi possível por conta do arrocho salarial imposto aos diversos segmentos do funcionalismo público estadual, com destaque para o magistério e a Polícia Civil.

Por outro lado, se a folha de pessoal do estado chegou ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal foi por conta da farta distribuição de contracheques graciosos e a famosa Gratificação Por Condição Especial de Trabalho concedidas a petistas e assemelhados, sinecuras que agora o governo fala em reduzir, mas só vendo para acreditar!

Com o controle absoluto da Assembleia Legislativa, onde conta com o apoio de 25 dos 30 deputados eleitos, e cercado pelos mesmos personagens de suas gestões anteriores, Wellington Dias, precisa mudar alguma coisa em seu estilo de governo? Certamente que não. Pelos resultados das urnas, a maioria dos piauienses está satisfeita.

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