O golpe do livro didático “atualizado”

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O ex-senador Freitas Neto tentou ampliar prazo de validade do livro didático,

Todo início de ano é um tormento para pais de alunos que frequentam escolas particulares e que são vítimas da Máfia do Livro Ditático.

Trata-se de um conluio entre editoras, livrarias e escolas que todo ano exigem de seus alunos novas edições dos livros didáticos, que na maioria dos casos só muda mesmo a capa. O conteúdo é praticamente o mesmo do ano anterior.

Os preços, a cada ano, se tornam mais proibitivos, para não dizer escorchantes, e ninguém faz nada para por fim a esses abusos, que de tanto descaso já parecem uma coisa natural.

Os pais de um aluno do segundo ano do ensino infantil tem que desembolsar aproximadamente R$ 3 mil na compra de livros, incluindo os paradidáticos, fora cadernos, canetas, lápis, fardamento, mochilas e, pasmem, até papel higiênico, especialmente em cidades do interior onde não há fiscalização.

Uma família que tem três filhos matriculados em série diferentes do ensino fundamental, por exemplo, faria grande economia com os livros passando de um irmão para o outro, não fosse a absurda exigência de edições “atualizadas” dos mesmos livros a cada ano.

Quando senador da República, o economista Freitas Neto apresentou um projeto de lei que estabelecia uma validade de no mínimo três anos para os livros didáticos, mas sua proposta não prosperou face ao poderoso lobby das editoras e livrarias.

O Ministério da Educação nunca se preocupou com essa questão em governos anteriores.
A sociedade brasileira certamente agradeceria se o Governo Bolsonaro resolvesse comprar essa briga com a Máfia do Livro Didático e acabasse com a exploração aos pais de alunos.

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