FMS promove mutirão de hanseníase neste sábado (02)

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Em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre o problema da hanseníase, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) promove neste sábado (02), das 8h às 12h, mutirões de avaliação de manchas suspeitas. As atividades acontecem em três locais: os ambulatórios dos hospitais Mariano Castelo Branco e Promorar, e a Unidade Básica de Saúde do Renascença.

O mutirão encerra a programação que é promovida desde o dia 27 pela FMS, em parceria com entidades como UFPI, UESPI, Movimento Social de Reintegração das Pessoas Acometidas pela Hanseníase (MOHRAN) e SESAPI. “Na quarta-feira (30), fizemos uma panfletagem no shopping da cidade, distribuindo material educativo e orientando sobre a hanseníase, além de aferir pressão arterial e glicemia”, informa Svetlana Coelho, enfermeira e membro técnico da Diretoria de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

O objetivo da ação era desmistificar o tema e incentivar a população a procurar o diagnóstico precoce, uma vez que quanto mais cedo a doença for descoberta e tratada, menor vai ser o risco de trazer deformidades e incapacidades físicas.

Tratamento

O tratamento é gratuito e realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que fornecem o medicamento para ser tomado em casa e fazem o acompanhamento a cada 28 dias. “Uma vez iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a hanseníase, então não é preciso ter receio de dar um abraço, um aperto de mão ou se sentar no mesmo local que uma pessoa em tratamento”, esclarece Svetlana Coelho.

Além das UBS, a rede de saúde conta ainda com o Centro Maria Imaculada e o ambulatório de dermatologia do Hospital Getúlio Vargas como referência para atendimento às pessoas acometidas pela Hanseníase.

Hanseníase

Considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, a hanseníase ainda hoje representa um problema de Saúde Pública no Brasil. Trata-se de uma doença infectocontagiosa que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É causada por uma bactéria, o bacilo de Hansen, e a transmissão acontece por pequenas gotas de secreção que saem na respiração, por meio da fala, tosse e espirro da pessoa doente, que ainda não iniciou o tratamento.

Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

Desde 1954, se comemora em todo o mundo o “Dia Mundial de Luta Contra à Hanseníase” no último domingo do mês de janeiro. Em 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro e consolidou a cor roxa para campanhas educativas sobre a Hanseníase. A campanha Janeiro Roxo visa conscientizar as pessoas sobre a cura da doença, desmistificar o estigma e preconceito relacionado à doença e a importância do diagnóstico precoce.

Fonte: Ascom/FMS

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