Energia nuclear, uma grande ameaça

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A retomada da construção da usina nuclear Angra 3, anunciada com entusiasmo pelo ministro das Minas e Energia, em vez de empolgar enche de temor os brasileiros que viram pela televisão o desastre de Chenorbil, na União Soviética, e Fukushima, no Japão.

Se desastres acontecem em países que estão anos luzes à frente do Brasil em matéria de energia nuclear, imagine em nosso país que até pouco tempo, para construir suas primeiras usinas, comprava reatores atômicos empacotados da Alemanha.

Além do mais, se temos condições favoráveis para produção de energia limpa, como a energia solar e a eólica, porque investir na produção de energia nuclear que exige mais recursos e representa um grande risco para o meio ambiente e para a população?

Se não conseguimos evitar ou prevenir o rompimento de barragens de rejeitos minerais, como nos casos de Mariana e Brumadinho, quem pode garantir que não possa acontecer o mesmo com barragens de rejeitos nucleares, o que seria uma tragédia ainda maior?

Por enquanto, fala-se apenas na grande quantidade de energia que as usinas nucleares podem produzir, sem se deter nos riscos que elas oferecem e que levaram vários países a abandonar projetos nessa área.

Japão, Alemanha, Itália, Suíça e Bélgica são alguns dos países que decidiram pelo fechamento progressivo de todas as suas usinas de produção de energia nucelar, após sucessivos acidentes registrados.

No acidente de Chenorbyl, na Ucrânia, foram registradas 2,4 milhões de mortes, mas o governo diz que foram apenas 25 mil vítimas.

O reator 4 da referida usina explodiu e o combustível nuclear queimou durante 10 dias, espalhando na atmosfera radionuclídeos de intensidade igual a 400 bombas atômicas como a que foi jogada sobre Hiroshima, no Japão, provocando a contaminação de três quartos da Europa (Dados da Agência France-Presse)

O acidente mais recente foi em 12 de março de 2011, no Japão. Durante um terremoto seguido de um tsunami, um reator da usina nuclear de Fukushima, 25 quilômetros ao norte de Tóquio, explodiu, provocando uma grande contaminação e muitas mortes.

Além de Japão e Rússia, foram registrados acidentes ainda nos Estados Unidos, França, Techecoslováquia e Inglaterra. O número total de mortos é desconhecido.

O ministro das Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite, ferrenho defensor da energia nuclear, anuncia para dezembro a apresentação do novo programa energético brasileiro e a retomada da usina Angra 3.

Mas, por incrível que pareça, não se vê a mais tímida reação dos ambientalistas brasileiros em relação a essa proposta. Ao que parece, estão todos eles engajados na campanha “Lula Livre” e não sobra um tempinho sequer para pensar em coisa séria.

Esperamos que o presidente Jair Bolsonaro, a exemplo do que fez o governo da Itália, convoque um plebiscito para saber o que o brasileiro pensa acerca da proposta de seu ministro das Minas e Energia.

Com inesgotáveis fonte de energia limpa que não oferecem nenhum risco, não parece razoável optar por uma matriz energética de alto risco e que exige muito mais recursos para a sua implantação.

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