Ó tempora, ó mores!

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Crédito da foto: Jornal da Cidade Online

A polêmica entrevista do ex-presidente Lula, direto da prisão, para os jornais Folha de São Paulo e El país, não acrescentou nada de novo, mas, conforme o Estadão, provou que o sistema prisional brasileiro não recupera ninguém.O ex-presidente não mudou nada, continua o mesmo artista de antes!

A entrevista toda foi uma dose cavalar de cinismo, mentiras e bravatas bem ao estilo dos discursos de campanha eleitoral. O petista, em vez de se desculpar pelo rosário de falcatruas que aprontou, sugeriu que os brasileiros façam uma autocrítica. Cinismo em dose dupla!

Mas o que causa perplexidade mesmo, impressiona, é a liberalidade do Judiciário brasileiro em permitir a manifestação política de um ex-presidente preso por corrupção, que vive dizendo que é um “prisioneiro político”, em claro e inequívoco desrespeito à Justiça brasileira.

O cinismo do ex-presidente é tamanho que, mesmo depois da prisão de quase toda a cúpula de seu partido e de aliados, ele não admite a corrupção apurada nas operações Mensalão e Petrolão. “Pode até ter havido corrupção, mas…” Tudo aconteceu sob a batuta dele, mas os culpados são os adversários, a imprensa, as elites e a Justiça.

Sonhando com uma improvável volta ao Poder, Lula continua se apresentando como o “pai dos pobres”, mas todos sabem que nas suas gestões e da Dilma, os mais beneficiados foram as grandes empreiteiras, que faziam parte do esquema criminoso para desviar dinheiro público, em conluio com o PT, e os banqueiros que abocanharam oito vezes mais recursos que nos tempos de Fernando Henrique Cardoso.

Para os pobres sobravam as migalhas do banquete oficial, na forma do Bolsa Família, programa desvirtuado e transformado numa imensa rede de compra de votos. O maior volume de recursos, cifras bilionárias, engordavam contas bancárias de petistas graduados, aliados e empresários amigos.

Os jornalistas Josias de Sousa e Boris Casoy também analisaram a polêmica entrevista e a fanfarronice do ex-presidente, vista como um misto de ópera bufa e palanque eleitoral, e chegaram à mesma conclusão do Estadão: o ex-presidente não mudou nada!

Cáustico, Josias de Sousa disse que Lula cobra uma autocrítica das elites, “mas esqueceu ou lembrou de esquecer a sua própria autoanálise e agora não pode mais fazer isso, pois o seu caso já não é de autocrítica, mas de autópsia”.

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