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Trump diz que decisão do Senado para impedir novos ataques contra o Irã dificulta trabalho dos EUA

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Senado aprova resolução que obriga Trump a ter aval do Congresso para atacar Irã
Donald Trump reclamou nas redes sociais da decisão do Senado norte-americano que obriga o presidente a pedir autorização do congresso para realizar novos ataques ao Irã. “Esses senadores tornaram meu trabalho mais complicado, mas eu vou alcançar o objetivo de qualquer jeito, porque eu sempre consigo”, afirmou Trump.
A medida já havia sido aprovada pela Câmara no início do mês e reflete a preocupação de parlamentares, inclusive republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na Câmara e no Senado.
Quatro republicanos votaram a favor da resolução, que Trump julga ser “sem propósito”.
“[A votação ocorre] no pior momento possível sobre a Lei dos Poderes de Guerra, passando ao principal patrocinador do terrorismo do mundo a mensagem de que os Estados Unidos desaprovam o que estou fazendo e que eu deveria parar. Com isso, acabaram fortalecendo o inimigo e dificultando nossa posição”, reclamou o presidente dos EUA.
Trump disse que iranianos questionaram os representantes do país americano sobre a decisão do Congresso.
Em sua rede sociais, Trump reclamou da decisão do Senado que proibe que ele faça novos ataques ao Irã sem autorização do Congresso.
Reprodução
Decisão do Senado enfraquece Trump
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) a resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso.
O resultado da votação reflete a preocupação de parlamentares, inclusive republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na Câmara e no Senado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarca do Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, EUA, em 23 de junho de 2026
REUTERS/Evelyn Hockstein
A proposta foi aprovada no Senado por 50 votos a 48. Quatro senadores republicanos votaram contra o presidente: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy.
Paul e Collins são vistos como aliados mais próximos de Trump, enquanto Murkowski e Cassidy frequentemente fazem críticas ao presidente.
Esta foi a primeira vez desde a promulgação da Resolução dos Poderes de Guerra, em 1973, que o Congresso dos EUA aprovou uma medida para obrigar um presidente a encerrar um conflito.
Para aprovar o texto, os democratas recorreram a uma manobra regimental para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. A resolução não precisa ser sancionada pelo presidente. Por outro lado, não tem força de lei.
Desde o início do conflito, os democratas trabalhavam para tentar restringir os poderes de guerra de Trump. A Constituição dos EUA determina que o Congresso deve autorizar uma guerra. Entretanto, o presidente pode ordenar operações militares para responder a ameaças iminentes.
Trump usou essa brecha para atacar o Irã. Pela lei, o presidente precisaria de autorização do Congresso 60 dias após o início da ofensiva para manter os ataques. No entanto, Trump ignorou o prazo e lançou novos ataques nos últimos dois meses.
EUA e Irã divergem sobre acordo nuclear
A Casa Branca argumenta que o prazo de 60 dias, iniciado em 28 de fevereiro, deixou de valer após o primeiro cessar-fogo firmado entre os dois países em abril.
A guerra contra o Irã se tornou um tema tóxico para Trump e para o Partido Republicano. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis.
O temor entre aliados do presidente é que a rejeição popular à ofensiva tenha impacto direto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.
Na semana passada, EUA e Irã assinaram um memorando para encerrar a guerra de forma definitiva. Os dois países ainda negociam pontos abertos para um acordo final.
Mesmo com um cessar-fogo em vigor, existe a expectativa de que a Casa Branca recorra à Justiça para tentar derrubar o texto aprovado pelo Congresso. Opositores afirmam que vão trabalhar para garantir que a resolução seja respeitada.
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Jornal Nacional/ Reprodução

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