
O pianista Tomás Improta (1948 – 2026) morre no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do músico, aos 77 anos
Reprodução / Facebook Tomás Improta
♫ OBITUÁRIO
♬ Ocorrida neste domingo, 23, em decorrência de complicações relativas a um câncer de garganta, a morte do pianista carioca Tomás Improta França (24 de setembro de 1948 – 23 de agosto de 2026) interrompe a trajetória de um dos músicos mais prestigiados e talentosos da música brasileira.
Tomás Improta – como o músico se apresentava no meio artístico – tinha 77 anos e iria fazer 78 anos no próximo mês. O corpo do artista será velado e cremado amanhã, segunda-feira, 24 de agosto, no Crematório da Penitência, no Caju.
Pianista de extrema musicalidade, manifestada ainda na infância, Improta foi também compositor, arranjador e professor, além de escritor de livros sobre teoria musical, sempre transitando entre a MPB e o jazz, dois universos musicais que abraçou ainda nos anos 1960.
Ao longo de 56 anos de carreira, Improta seguiu a trajetória da maioria dos músicos brasileiros. Tocou em discos e shows com grandes nomes da MPB – como Chico Buarque, Djavan, Gal Costa (1945 – 2022), Gilberto Gil e Maria Bethânia, entre muitos outros – e construiu paralelamente uma discografia solo apreciada no nicho da música instrumental.
Como músico acompanhante, o pianista integrou A Outra Banda da Terra, formada por Caetano Veloso no fim de 1977. Com essa banda, Caetano gravou álbuns como “Muito (Dentro da estrela azulada)” (1978), “Cinema transcendental” (1979), “Outras palavras” (1981), “Cores, nomes” (1982) e “Uns” (1983).
Na discografia solo, Tomás Improta legou álbuns como “Tear” (1992), “Bartok jazz” (1995), “Certas mulheres” (1998), “Dorival – Tomás Improta interpreta Dorival Caymmi” (2002), “A volta de Alice” (2015) e “Olha pro céu” (2017), além de disco gravado e assinado em duo com a flautista Andrea Ernest Dias, parceria exposta já no titulo do álbum, “Andrea Ernest Dias, flauta – Tomás Improta, piano” (2005).
A morte de Tomás Improta foi lamentada nas redes sociais por instrumentistas como o pianista Kiko Continentino e Dirceu Leite, ás dos sopros, para quem Improta foi “músico da maior importância para a música brasileira”.



