Nesta sexta-feira (2), será lançado o primeiro satélite piauiense à estratosfera. Ele foi construído por alunos do ensino fundamental de escolas públicas de Teresina, que fazem parte do Programa Cidade Olímpica, sob orientação do Prof. Edward Montenegro.
O lançamento vai acontecer na tarde desta sexta-feira, em Natal-RN, durante evento da 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites.
Se vencer, a equipe irá para a quarta e penúltima fase.
Dentre os participantes está Lara Nascimento, estudante do oitavo ano do ensino fundamental, de apenas 13 anos. Apesar de ser a mais jovem do grupo, ela conduzirá a apresentação que poderá fazer o Piauí voar mais alto.

🛰️ Mas, afinal, o que é um satélite?
Existem satélites naturais, como a lua, e os artificiais, como os produzidos pelos estudantes, que ficam em órbita ao redor da Terra. Cada um tem uma função diferente e são peças muito importantes no nosso dia a dia. Assistir TV, acessar internet, realizar transações financeiras, rastrear queimadas, entre outras infinidades de informações são possíveis graças aos satélites.
Cerca de 3 mil satélites artificiais estão em órbita, segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), porém, há mais de 20 mil objetos, sem uso, circulando a órbita terrestre também.
📡 Conheça os tipos de satélites artificiais, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE):
– Comunicação: é o tipo de satélite mais conhecido, ele distribui sinais de telefonia, internet e televisão;
– Navegação: o mais famoso sistema de navegação por satélite é o GPS, desenvolvido pelos Estados Unidos. Composto por 24 satélites ao redor da Terra, ele é capaz de estabelecer a posição de um objeto na Terra;
– Meteorológico: tudo que envolve clima e tempo da Terra é monitorado por esse satélite, como as tempestades, formações de nuvens, efeitos da poluição, neve etc.;
– Militar: equipado com câmeras infravermelho, esse satélite identifica alvos no escuro ou camuflados e consegue fotografar territórios com precisão;
– Exploração: utilizado para realizar pesquisas sobre o universo e o sistema solar por meio de telescópios;
– Observação: monitora territórios e são utilizados para a criação de mapas e observações do meio ambiente terrestre.
Olimpíada pode ser combustível para carreira científica
Quando pensamos em espaço, a primeira coisa que nos vem à mente é a NASA, isso porque a cultura espacial ainda é pouco estimulada no nosso país.
O engenheiro espacial Lucas Fonseca fala sobre a importância de iniciativas como a OBSAT para desenvolver essa temática desde cedo nas escolas. “A temática espacial encanta todo mundo. A OBSAT é uma porta de entrada para que os jovens conheçam um pouco desse universo e aprendam habilidades necessárias para desenvolverem projetos e buscarem uma carreira científica na área”, pontua.



