A Petrobras irá diminuir o preço médio da gasolina A e do gás de cozinha (GLP) para distribuidores a partir deste sábado, 1º de julho.
Para a gasolina, a redução será de 5,3% ou de R$ 0,14 por litro. O preço médio cairá para R$ 2,52 por litro nas refinarias. A gasolina tipo A é misturada com o etanol para compor o combustível comprado nos postos.
O preço do gás de cozinha será reduzido em R$ 0,10 por kg (-3,9%). Com isso, passará de R$ 2,5356 para R$ 2,4356 por kg nas distribuidoras, equivalente a R$ 31,66 por botijão de 13kg.
A parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, de R$ 1,84 a cada litro de gasolina vendido na bomba. O cálculo considera a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos.
Redução ocorre após aumento dos impostos federais. Na quinta-feira (29), foi retomada a cobrança integral de PIS/Cofin sobre a gasolina e o etanol. Ou seja, a medida da Petrobras irá atenuar o impacto do repasse do retorno da tributação no preço final. O preço médio do litro da gasolina nos postos ficou em R$ 5,35 na semana entre os dias 18 e 24 de junho, segundo dados da ANP. O preço médio do botijão de 13 quilos para o consumidor foi de R$ 103,29.
Petrobras fala em manutenção da competitividade dos preços. Em nota, a companhia disse que a redução do preço da gasolina “tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”. O último corte na gasolina tinha sido feito em 16 de junho, com uma redução de R$ 0,13 por litro.
Postos têm autonomia para definirem os preços que vão cobrar aos consumidores. O preço efetivamente cobrado ao consumidor final é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda. Historicamente, cortes no preço cobrado nas refinarias costumam levar mais tempo para chegar nas bombas do que anúncios de aumentos de preços.
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