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MP constata condições precárias e pede interdição de matadouros no Piauí

Em alguns casos, o abate era realizado diretamente no chão, com resíduos sólidos lançados a céu aberto e efluentes líquidos despejados sem tratamento

O Ministério Público do Piauí, interditou após constatar irrugularidades nos matadouros públicos dos municípios de Fronteiras, Alegrete do Piauí e São Julião, diante das irregularidades sanitárias e ambientais constatadas.

De acordo com as fiscalizações da Diretoria de Vigilância Sanitária (DIVISA) do Piauí os estabelecimentos estavam em condições precárias e insalubres, como abate de animais em locais improvisados e sem proteção, ausência de responsável técnico veterinário, inexistência de serviço de inspeção municipal, falta de licenciamento ambiental e transporte inadequado da carne até os pontos de venda. Em alguns casos, o abate era realizado diretamente no chão, com resíduos sólidos lançados a céu aberto e efluentes líquidos despejados sem tratamento, gerando risco à saúde pública e poluição ambiental.

Diante da situação, o MPPI solicita à justiça a interdição imediata dos matadouros até a integral regularização das instalações e procedimentos, sob pena de multa diária.

Entre as medidas exigidas estão :

Obtenção de licenciamento ambiental

Contratação de médico veterinário para inspeção permanente

Criação do serviço de inspeção municipal

Adequação das instalações físicas

Implantação de sistemas de tratamento de efluentes e destinação adequada de resíduos

Aquisição de veículos refrigerados para transporte da carne.

A ação também pede a condenação dos municípios ao pagamento de indenização por danos ambientais, com destinação ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados do Estado do Piauí, e a realização de fiscalizações periódicas para garantir o cumprimento das determinações judiciais.

Para o promotor de Justiça Thiago Queiroz de Brito, “as irregularidades constatadas configuram grave ameaça à saúde da população e ao meio ambiente, exigindo resposta rápida e efetiva do Poder Judiciário para interromper práticas ilegais que se arrastam há mais de uma década”, afirma.

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