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Envolvimento de policiais em tiroteios bate recorde em 2026

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As operações policiais, frequentemente tratadas pelos governos como principal resposta à criminalidade, registraram recorde de envolvimento em tiroteios no Brasil.ebcebc

Apenas no primeiro semestre deste ano, os confrontos com forças de segurança deixaram mais de 900 pessoas baleadas. Os números são do relatório semestral do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (29).

Entre janeiro e junho, foram registrados 2.511 tiroteios nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém. Ao todo, 2.403 pessoas foram atingidas por disparos. Dessas, 1.628 morreram.

As ações e operações policiais estiveram presentes em quase quatro de cada dez confrontos armados. É o maior índice já registrado pelo instituto.

O levantamento mostra, ainda, que apesar da queda do número total de tiroteios em algumas capitais a violência continua avançando. Os confrontos entre facções e milícias fizeram mais vítimas neste ano. O coordenador do Instituto Fogo Cruzado, Eryck Batalha, comenta os principais destaques do relatório semestral.

“Os dados indicam um avanço nas ações de grupos armados nos Estados que mapeamos: Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Pará. Entre os baleados em disputas de grupos armados nós observamos um crescimento de 12% durante o semestre. Indo de 181 vítimas no primeiro semestre de 2025, para 203 no primeiro semestre de 2026”. 

Casos de pessoas feridas durante assaltos e tentativas de roubo também cresceram no primeiro semestre. Foram 260 vítimas, 9% a mais do que no mesmo período do ano passado.

No Rio de Janeiro, quase metade dos tiroteios registrados teve participação policial. O índice é o maior desde o início da série histórica, em 2017. Já os confrontos entre grupos criminosos atingiram o maior número de vítimas já contabilizado pelo instituto na região.

Em Recife, mesmo com a redução da violência armada, as operações policiais alcançaram um recorde histórico, com 60 registros, 9% do total mapeado.

Em Salvador, a presença policial foi registrada em mais da metade dos tiroteios mapeados, com 56% dos registros.

Já em Belém, a violência chegou com mais intensidade ao ambiente doméstico. O número de pessoas baleadas dentro de casa cresceu 90% em um ano, alcançando o maior patamar da série histórica.

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