Moradores de Esperantina participaram, na noite de quarta-feira (4 de novembro), de uma reunião na Escola Técnica Leonardo das Dores, no bairro Bernardo Rêgo, para discutir os problemas no abastecimento de água e as reclamações relacionadas às cobranças feitas pela concessionária responsável pelo serviço.
O encontro reuniu o promotor de Justiça do município, representantes da comunidade e integrantes da mobilização em defesa dos direitos dos consumidores. A reunião também abriu caminho para a realização de uma audiência pública, com o objetivo de ampliar a discussão e cobrar esclarecimentos sobre a prestação do serviço.

As dificuldades no fornecimento de água são antigas e já motivaram outras iniciativas. Em abril de 2025, a Câmara Municipal promoveu uma audiência pública para debater a irregularidade no abastecimento. Dois meses depois, o Ministério Público do Piauí ingressou com uma Ação Civil Pública contra a AGESPISA, após identificar problemas, principalmente nos bairros Bernardo Rêgo e Novo Milênio.

Na mesma mobilização, o PROCON nos Bairros registrou 56 reclamações formalizadas por consumidores do Bernardo Rêgo, demonstrando a dimensão das dificuldades enfrentadas pela população.

Com a continuidade dos relatos, a proposta de uma nova audiência pública pretende reunir a concessionária Águas do Piauí, representantes do Ministério Público, órgãos de defesa do consumidor e moradores para buscar esclarecimentos e encaminhamentos.
Entre os assuntos que deverão entrar em pauta estão as interrupções no fornecimento, os valores das tarifas, as taxas contestadas pelos usuários, as cobranças em períodos sem abastecimento, a leitura dos hidrômetros e possíveis falhas na prestação dos serviços.
Durante a reunião, o secretário municipal de Administração, Dr. Rodrigo Mourão, ressaltou a importância do abastecimento de água para a população e afirmou que a Prefeitura acompanha as dificuldades enfrentadas pelas comunidades.
“Uma pessoa pode até encontrar alternativas diante da falta de energia elétrica, mas ninguém consegue viver dignamente sem água. Água é vida, é saúde e é dignidade. É por compreender essa importância que a gestão municipal tem trabalhado para buscar melhorias que façam diferença na vida do povo de Esperantina. Sabemos que a responsabilidade pela prestação do serviço é da concessionária, mas a Prefeitura não pode ficar de braços cruzados diante das dificuldades enfrentadas pela população. Nosso papel é ouvir as comunidades, dialogar com as instituições e buscar, junto aos órgãos responsáveis, soluções concretas. Quando falamos de abastecimento de água, não estamos tratando de uma questão política, mas de um direito essencial de cada cidadão”, afirmou.
A mobilização busca garantir respostas sobre as falhas no abastecimento e questionamentos envolvendo as contas de água. Os consumidores também reivindicam transparência nos procedimentos adotados pela concessionária e medidas capazes de evitar a continuidade dos problemas.
A expectativa é que a audiência pública permita a apresentação de documentos, o registro de novas manifestações dos moradores e a cobrança de providências dos responsáveis pelo serviço.
O debate coloca em evidência não apenas a regularidade do fornecimento, mas também o cumprimento dos direitos dos consumidores e a necessidade de assegurar à população de Esperantina um serviço essencial com qualidade e continuidade.



