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Família acusa maternidade de negligência após bebê sofrer fratura durante parto e desenvolver infecção na Bahia

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Família denuncia negligência médica após bebê quebrar fêmur em parto na Bahia
Os pais de um bebê nascido na Maternidade Climério de Oliveira, em Salvador, denunciaram a instituição de negligência, após a criança sofrer uma fratura no parto e desenvolver uma infecção. A unidade de saúde nega. O caso é apurado pela Polícia Civil (PC).
O nascimento aconteceu no dia 10 de junho e foi acompanhado pelo pai do bebê, o pescador Ricardo Conceição Brandão. Em entrevista à TV Bahia, nesta terça-feira (22), ele contou que percebeu o machucado no filho.
“Ela [a médica] fez uma força excessiva pra tirar, tanto que minha esposa, mesmo com anestesia, sentiu. Eu falei com a médica: ‘Doutora, eu vi uma força excessiva. Ele [o bebê] deu um passinho na perna direita, na esquerda ele moqueou’. Ela disse: ‘Não pai, ele nasceu agora, mas eu vou pedir a sinalização da perna e da coluna'”, contou.
O homem disse que tentou avisar outras vezes, mas foi ignorado pela equipe médica, até que, três dias depois, conseguiu a realização de um exame, onde a fratura foi comprovada.
“As médicas diziam que era normal, porque ele nasceu sentado… Quando fez o raio-x, depois que eu insisti, viu a alteração já com obsesso”, disse.
Após desenvolver a infeção, o bebê foi transferido para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula, onde permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) e sem previsão de alta. Por causa do problema, ele passou por uma cirurgia e perdeu parte do intestino.
O filho de Ricardo e Nayara Barbosa veio depois de um trauma para a família. No ano passado, o casal, que já tem um menino de 12 anos, perdeu um bebê no terceiro mês de gravidez. O fato que fez com que ela redobrasse os cuidados no pré-natal, que apontavam para uma criança saudável. Agora, a família pede justiça.
“O menino com fêmur quebrado por três dias, e só confirmou por causa do obsesso. Eu estou pedindo por justiça e pela verdade. Eu não estou aqui para mentir”, disse Ricardo.
Maternidade Climério de Oliveira, em Salvador
Reprodução/TV Bahia
O que diz a maternidade
Em nota enviada à TV Bahia, a Maternidade Climério de Oliveira, que é administrada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), pontuou que a mãe da criança não fez o pré-natal na unidade e já chegou ao local com 39 semanas de gestação, com a orientação de fazer uma cesariana.
Ainda segundo instituição, o parto foi tranquilo e a mãe e o bebê ficaram juntos no leito. Segundo eles, só no dia 12 de junho, após ser identificado um edema na perna no bebê, exames foram feitos e foi constatada a fratura no fêmur.
O recém-nascido então foi transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, “a fim de evitar mobilização excessiva e receber a medicação adequada”.
Também por meio de nota, a maternidade disse que instaurou procedimento interno para apurar o caso, e a família foi assistida pelo serviço social e pela psicologia da unidade.
Sobre a infecção que atingiu o intestino do bebê, a maternidade disse que o problema “não está registrado no prontuário” e que só terá outros esclarecimentos quando a investigação for concluída.
O que diz o hospital
Já a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), responsábel pelo Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), informou, em nota, que o bebê segue internado, em cuidados intensivos, já tendo sido admitido com quadro clínico grave, após transferência da maternidade.
O posicionamento pontuou ainda que, em respeito à legislação vigente e ao Código de Ética Médica, a pasta não comenta casos clínicos individualizados e nem fornece informações sobre prontuários médicos, mesmo com autorização familiar.
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