Aves de mau agouro

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Crédito: ornithos.com.br

O problema da seca no Brasil é secular e cíclico, perfeitamente previsível, de modo que se após 500 anos de história nossos governantes nada fizeram para resolver definitivamente essa tragédia, de tempos em tempos anunciada, é porque não estiveram imbuídos desse propósito.

Aliás, para a classe política nordestina, salvo raras e honrosas exceções, acabar com a famigerada Indústria da Seca seria o mesmo que matar a glinha dos ovos de ouro, na medida em que libertaria o povo do garrote de políticos feudais que se nutrem da miséria dos nordestinos e dos recursos destinados aos flagelados das secas.

Lula é nordestino, sua família saiu de pernambuco em pau de arara, tangido pela seca, mas ao ascender ao poder esqueceu completamente a sua origem e fechou os olhos para a tragédia que, periodicamnte, se abate sobre seus irmãos nordestinos.

Nada fez para apagar de vez da nossa história o vergonhoso drama da seca no sertão. Praticou a mesma política de seus antecessores: carros-pipa, cisternas e cestas de alimentos. Nenhuma política permanente, duradoura, que equacionasse de uma vez por toda o problema que envergonha a Nação.

Pelo contrário, como todos os outros antes dele, Lula contribuiu para fortalecer a Indústria da Seca e o poder político do latifúndio que mantém no comando dos estados nordestinos políticos descompromissados com o desenvolvimento da região, a exemplo do seu parceiro Wellington Dias (PT) que vai para o quarto mandato sem nunca ter feito uma obra estruturante no Piauí e que está enterrando o estado em dívidas.

Agora, que o presidente eleito fala em firmar uma parceria com Israel para obter a tecnologia de dessalinização e reutilização da água para combater a crise hídrica no Brasil, os petistas caem de pau dizendo que o nosso país já detém tecnologia de menor custo de tratamento da água do mar. Se isso é verdade porque Lula, que é nordestino da gema, não utilizou esses recursos para combater o problema da falta de água, especialmente no semiárido nordestino?

Apropósito, conhecida jornalista ambiental do Piauí, saiu-se com a pérola de que Jair Bolsonaro está atrasado, pois há muito que o Piauí dessaliniza água, que já bebeu água dessalinizada em Anísio de Abreu. Fiquei pasmo com a declaração. Confundir um dessalinizador dosméstico com uma indústria de dessanilização, convenhamos, é coisa de energúmeno, como diria o mestre Said.

Mas, voltando ao que se propõe o futuro presidente. Há algum tempo atrás, a revista Veja publicou interessante reportagem sobre os 6 países mais avançados do mundo na tecnologia de dessalinização e reutilização da água. Inglaterra, Namíbia, Estados Unidos, Japão e Israel. Este último, em pleno deserto, é o mais avançado do mundo.

Bolsonaro está no caminho certo.

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