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Médica suspeita em esquema de R$ 27 milhões na compra de livros paga fiança e deixa prisão com tornozeleira

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olivia jafar
Olívia Paroschi Jafar é uma das investigadas na Operação Gutenberg.
Redes sociais
A médica Olívia Paroschi Jafar, deixou a prisão nesse sábado (18), após pagamento de fiança. Ela estava presa há mais de 10 dias e é suspeita de participação em esquema de fraudou R$27 milhões na compra de livros em Mato Grosso do Sul. A informação da liberdade de Olívia foi confirmada pelo g1 com a defesa da médica, que não informou o valor da fiança.
De acordo com a advogada Estella Bauermeister, a Justiça determinou que Olívia faça uso de tornozeleira eletrônica. A médica deve se apresentar à Justiça sempre que solicitado e está proibida de se comunicar com familiares presos.
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A operação Gutenberg, que prendeu Olívia, também cumpriu mandados de prisão contra sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, e seus dois irmãos, Felipe Paroschi Jafar e Giovanni Paroschi Jafar. Os três ainda seguem presos.
Além da família, foram são investigados:
Rhayane Souza Fanaia, ex-nora de Rossana;
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;
Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;
Francisco Anizio dos Santos;
Matheus Oliveira Peixoto;
Paulo Rogério de Melo, empresário;
Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;
Gabriel Taquino de Paula;
Jessyca Duarte Burgatt, filha de Ed Carlo Britto Burgatt, que já deixou a prisão;
Joatan Gomes Peixoto, também com liberdade concedida e uso de tornozeleira;
Geancarlo Leal de Freitas, servidor público também solto.
Heyder Bartz, o único entre os alvos de mandado de prisão que está foragido. Heyder Bartz é apontado pelo Gaeco como um dos chefes da suposta organização.
Saúde de MS como ‘moeda de troca’
Família Paroschi Jafar, suspeita de esquema em Campo Grande.
Redes sociais/Reprodução
A Operação Gutenberg, deflagrada em 7 de julho de 2026 pelo Gaeco, investiga uma organização criminosa que utilizava a regulação de vagas do SUS como “moeda de troca” para forçar prefeituras a comprar livros paradidáticos.
O esquema, classificado pelo MP como “repugnante”, é suspeito de condicionar o acesso da população a exames, cirurgias e leitos hospitalares à assinatura de contratos com a Editora Avante, movimentando cerca de R$ 27 milhões em recursos públicos entre 2022 e 2024.
As investigações revelaram que o grupo interferia diretamente nos setores de compras das prefeituras, oferecendo um “manual” com o passo a passo para burlar licitações. Esse material incluía orientações desde a elaboração de estudos técnicos preliminares até a emissão de pareceres jurídicos e notas fiscais, permitindo que a empresa direcionasse as contratações por inexigibilidade de licitação.
🔎 O grupo é apontado como uma sucessão familiar do esquema investigado anteriormente na Operação Lama Asfáltica, mantendo modelos similares de atuação sob o comando de Rossana Paroschi Jafar.
O núcleo do esquema contava com a participação decisiva de Ed Carlo Britto Burgatt, então coordenador de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), que usava seu cargo para privilegiar ou punir municípios conforme o interesse da editora.
Operação Gutenberg
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