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‘Trump não está apto para liderar o país, ele é um completo idiota’, diz cantor do Green Day

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Green Day: Como banda destrói o sonho americano
Vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong criticou o republicano Donald Trump e o descreveu como “um completo idiota”. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (29), em uma entrevista da banda à edição argentina da revista “Rolling Stone”.
“O problema de músicas como ”American Idiot’ é que, nos Estados Unidos, elas se tornam mais verdadeiras com o tempo”, afirmou Billie em referência a um dos maiores hits do grupo.
“Originalmente, essa música foi escrita [para falar] sobre a presidência de George W. Bush. Mas acho que tem ainda mais peso com a presidência de Donald Trump: uma pessoa claramente inadequada para liderar o país… Ele é um completo idiota.”
Essa não é a primeira vez que os músicos se manifestam contra Trump. Aliás, eles colecionam faixas com críticas a governantes dos EUA e ao chamado sonho americano, conceito que sempre avacalharam em letras, videoclipes e performances ao vivo.
“Crescemos ouvindo punk rock e alimentando nossas visões políticas. E acho que tudo está em um ponto crítico agora. O século 21 está tentando se definir, e isso traz consigo o caos. Talvez seja simplista demais, mas sob o governo Trump, tivemos a menor taxa de emprego dos últimos dois meses”, disse Billie em outro momento da entrevista.
“E o governo não se importa. Eles dão o dinheiro das pessoas para bilionários. Há um genocídio em Gaza, mas [Trump] quer falar sobre Sydney Sweeney”, afirmou, com voz de indignação. “Sei que esse tipo de caos está além do nosso controle. Mas a música pode te dar um lugar de pertencimento, um lugar onde as pessoas podem se reunir para encontrar consolo, tentar se relacionar um pouco melhor com o mundo. E, com sorte, não cair de uma ponte.”
VEJA TAMBÉM: Cinco músicas do Green Day que destroem o sonho americano
Billie destacou também que o último álbum do grupo, “Saviors” (2024), dialoga com diferentes momentos de suas trajetórias. Como exemplo, citou as faixas “Coming Clean” (1994) e “Bobby Sox”, que viralizou nas redes como uma espécie de hino bissexual.
Ele também comparou as canções “The American Dream Is Killing Me” e “Coma City”, herdeiras do espírito que avacalha o chamado sonho americano.
A banda está em turnê, celebrando os álbuns “Dookie” (1994), “American Idiot” (2004) e “Saviors” (2024). No Brasil, os músicos se apresentarão no The Town, no dia 7 de setembro. Eles cancelaram o show que fariam no Rio de Janeiro, após um conflito de agenda com o Estádio Nilton Santos.
Clipe de ‘American Idiot’, do Green Day
Reprodução/YouTube
Outros momentos da entrevista
O baixista Mike Dirnt ressaltou que o legado da banda permanece como motivação mesmo após os quase 40 anos de carreira.
“Olho para o mundo ao meu redor e é tudo caos. Aqui estamos hoje, amanhã não estamos mais. Adoro fazer shows, mas também sei que o corpo não dura para sempre. Discos são para sempre. Acho que somos apenas um piscar de olhos. Mas nossas vidas têm um impacto. E o que o Green Day fizer hoje vai influenciar algo verdadeiramente lindo no futuro. E espero que inspire outros a criar.”
Baterista do grupo, Tré Cool afirmou que a experiência acumulada permitiu ao Green Day celebrar “a excentricidade e a estranheza” dos músicos sem perder identidade.
“Acho que minha batida tem personalidade própria, independentemente da música. E quando chega a hora de compor nossas partes e deixar nossa marca nelas, seguimos a direção que a música nos levar”, afirmou Tré. Fazemos isso juntos há tanto tempo que conseguimos navegar facilmente pela resposta emocional enquanto criamos.”

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