Com 12 anos, ‘nova Marta’ brilha entre meninos e já treina com adultas.

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É muito comum uma criança de 12 anos ser perguntada sobre qual será sua profissão quando crescer. Improvável mesmo é ela ter a resposta na ponta da língua. Mais ainda com a absoluta certeza de que ela será muito boa no que faz. É o caso de Giovanna Waksman. Ela só completará 13 anos em março, mas o talento com a bola já assegurou seu futuro. Tanto que a jovem atleta tem arrebentado jogando entre os meninos e já treina com o elenco profissional feminino. “O treino com as meninas é tudo igual, faço de tudo. Consigo acompanhar a parte física, jogar tudo numa boa. Pelo Botafogo eu já estaria jogando com elas no profissional também, mas eu tenho só 12 anos e ainda não posso, só quando completar 14 anos. Aí já fico direto no profissional feminino”, disse Gio, como é chamada pelos mais próximos. “Até lá, eu jogo no sub-12 com os meninos, que é a minha categoria. E também no sub-13, uma acima da minha. Eu só vou poder jogar junto com eles até completar 14 anos, aí só posso disputar jogos com as meninas mesmo”, completou.

Giovanna mostra grande maturidade apesar da pouca idade. Desenvolta ao telefone, é bastante simpática e mostra que não estava nem um pouco intimidada com a tarefa de dar entrevistas. Matou no peito, driblou e saiu jogando com imensa categoria. Sinal de que sabe e tem confiança no que está fazendo.

O mesmo acontece dentro das quatro linhas. Preconceito? Ela diz que nunca precisou lidar, só umas bobeiras de alguns pais com dor de cotovelo. “O contato com os meninos foi bem tranquilo. Sempre me respeitaram e acolheram muito bem. Nunca tive preconceito por parte de nenhum companheiro, de verdade. Às vezes, escuto alguma bobeira dos pais quando estou ocupando a vaga de um dos filhos deles, é normal. Os próprios meninos e a comissão técnica sempre me respeitaram muito”, afirmou.

A trajetória de Giovanna começou no colégio. Durante as aulas de educação física, o grupo era separado entre meninas e meninos. O primeiro grupo jogava queimado e, o segundo, futebol. Mas ela não curtiu a ideia e pediu para jogar com os pés. Foi o começo de uma relação que terminou com ela no Botafogo e sendo chamada na escola de ‘nova Marta’.

“Toda vez que meus pais iam me deixar no colégio as pessoas vinham e falavam: “ah, olha ai os pais da nova Marta”. Eles não entendiam nada, só depois que foram me ver jogar mesmo. O pessoal do colégio foi quem começou com essa história. Isso não é uma pressão para mim, eu tento só me divertir, jogo futebol porque gosto muito. É natural. Jogo com leveza, como se estivesse brincando, mas com responsabilidade”, disse.

Curiosamente, ela teve que convencer o pai Renato de que o sonho de jogar futebol era muito mais que uma brincadeira de criança. “O meu avô era quem me acompanhava nos treinos. Meu pai jogou futebol também e ele já não acreditava muito, achava que era só brincadeira. Até que um dia, ele foi assistir a um jogo meu quando tinha seis anos. Aí teve um lance que o goleiro lançou e dominei no peito, tirei uns três e fiz o gol. Foi nesse momento que ele percebeu que eu jogava realmente bem”, se diverte.

Da Redação

Foto: Uol

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