
Vídeo mostra resgate de sobreviventes em área de mata após queda de helicóptero em SP
O helicóptero que saiu de Guararema e caiu em uma área de mata em Iaras (SP), na madrugada deste domingo (20), é um bimotor fabricado pela empresa italiana Agusta. Segundo o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com a matrícula cancelada e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde fevereiro de 2013.
A aeronave, de prefixo PR-YBL, é do modelo Agusta A109E. De acordo com o cadastro da Anac, o helicóptero tinha operação privada.
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O cadastro também informa que o helicóptero não tinha autorização para realizar operações de táxi-aéreo, transporte aéreo regular, serviços aéreos especializados ou voos de instrução.
O registro aponta ainda que o tipo de voo autorizado para o modelo era o “IFR noturno”. A classificação indica que a aeronave tinha os equipamentos necessários para realizar voos noturnos por instrumentos, nos quais o piloto se orienta principalmente pelos instrumentos do painel.
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A informação, porém, está relacionada à capacidade da aeronave de acordo com os equipamentos instalados e não significa, por si só, que ela estava liberada para voar na data do acidente.
Helicóptero que saiu de Guararema e caiu em Iaras era um Agusta A109
Divulgação/Polícia Militar
O g1 solicitou um posicionamento da Anac, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Sobre o modelo
O Agusta A109 é um helicóptero leve e bimotor desenvolvido pela fabricante italiana Agusta, atualmente integrada à Leonardo S.p.A. Segundo sites especializados em aviação, o modelo tem capacidade para transportar seis pessoas.
A aeronave entrou em serviço em 1976 e pode ser utilizada em diferentes atividades, como transporte, evacuação médica, busca e resgate e operações militares. Foi o primeiro helicóptero totalmente italiano produzido em série.
O AgustaWestland AW119 foi desenvolvido a partir do A109. A principal diferença é que o modelo derivado tem apenas um motor.
Queda em área de mata
O helicóptero saiu de Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo, e tinha Londrina, no Paraná, como destino. A aeronave caiu em uma área de mata de difícil acesso em Iaras, na região de Avaré.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta da 1h. No local, havia três vítimas em estado grave, com múltiplas fraturas. Uma delas foi socorrida e levada a um hospital de Avaré, enquanto as outras duas recebiam atendimento no local.
A equipe do helicóptero Águia, da Polícia Militar, também foi chamada para dar apoio à ocorrência.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) foram acionados para apurar o acidente.
Segundo a FAB, os investigadores realizaram a Ação Inicial, etapa em que são coletadas informações, verificados os danos na aeronave e reunidos outros dados que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
As informações levantadas serão utilizadas nas próximas etapas da investigação, que busca identificar possíveis fatores que contribuíram para o acidente e propor medidas para evitar novas ocorrências.
Helicóptero saiu de Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo, e ia para Londrina, no Paraná. A aeronave caiu em uma área de mata fechada em Iaras, a cerca de 360 km de distância do ponto de origem
Arte/g1
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