Nunca desista! Rejeitada por quase uma década, Round 6 se torna série mais vista da história da Netflix

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A série “Round 6” (ou ‘Squid Game’, o Jogo da Lula, em tradução livre), se tornou a série mais vista da história da Netflix, alcançando 111 milhões de espectadores em menos de um mês desde seu lançamento.

O número superou os 86 milhões de espectadores conquistados por outra série de sucesso, “Bridgerton”.

Além de todo o sucesso de público, Round 6 conquistou a crítica. No site Rotten Tomatoes, que cataloga os comentários da mídia especializada, 91% dos críticos elogiaram a série, com uma nota média 8.2 (de 10).

É incrível imaginar que tamanho sucesso foi ignorado pelas grandes emissoras e produtoras de TV por cerca de uma década.

Em entrevista ao jornal “Wall Street Journal”, o criador da série, Hwang Dong-hyuk contou que a premissa de Round 6 foi criada em 2009, quando ele vivia com a mãe e a avó.

Foi nessa época que “Batatinha Frita 1,2,3” foi estabelecida como o primeiro jogo da história – e a que elimina boa parte dos 456 competidores que competiam pelo prêmio de ₩ 45,6 bilhões de wons (R$ 212,6 milhões) do enredo.

No entanto, ninguém ficou interessado no seriado: Hwang ouviu um ‘não’ como resposta de todas as produtoras que encontrou. Para piorar, o sul-coreano se viu obrigado a vender seu laptop para pagar dívidas, como o aluguel da casa onde morava.

Sem o notebook, Hwang sequer pôde concluir o roteiro e dar fim à história.

Felizmente, tudo mudou dois anos atrás, quando a Netflix propôs financiar a série, sentindo que “era o momento certo para levar o Jogo da Lula adiante”, apesar das negativas de todos os investidores anteriores.

Mas por que Round 6 funciona agora e não antes? Hwang tem a resposta: “O mundo mudou. Todos esses pontos considerados extremos do roteiro tornaram a história muito realista para as pessoas em comparação a uma década atrás”.

De acordo com o Wall Street Journal, a Netflix está investindo na televisão e no cinema coreanos como nunca antes: serão USS$ 500 milhões (R$ 2,75 bilhões) alocados para conteúdos produzidos na Coreia do Sul em 2021.

Sem dúvidas, uma prova viva de que a Netflix percebeu o potencial criativo dos sul-coreanos e o interesse que o mundo tem por seus conteúdos – seja no cinema, na música (K-pop) ou no streaming.

Fonte: Esquire
Fotos: Netflix

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