
Piauí de Riquezas – 22/08/2026 Íntegra
O Piauí de Riquezas deste sábado (22) apresentou o trabalho de artesãos de José de Freitas, que transformam materiais encontrados na natureza em peças que ajudam a gerar renda e preservar tradições familiares. Feitas com palha de taboca, bambu e outros elementos naturais, as produções são comercializadas em várias cidades do Piauí e também em outros estados.
Aos 64 anos, a artesã Ivani Rodrigues mantém um trabalho que começou ainda na infância. Aos oito anos, aprendeu a fazer crochê escondida no quintal dos avós. Na adolescência, passou a usar a máquina de costura da tia e, aos 14 anos, conseguiu comprar o próprio equipamento.
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“Eu comecei a fazer crochê eu tinha oito anos. Eu carregava os tubos de linhas da minha tia e a agulha dela, ia para o fundo do cercado fazer crochê”, contou.
Atualmente, a produção com palha de taboca é uma das principais fontes de renda da família. Ivani trabalha ao lado do marido, José Carlos, de 48 anos, que aprendeu o ofício com o pai ainda na infância.
Palha, galhos e bambu ganham nova vida nas mãos de artesãos e se transformam em arte e renda no PI
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O casal busca a matéria-prima em áreas próximas a Cabeceiras, no Piauí. Com a ajuda de outros trabalhadores, recolhe a taboca e transforma o material em cestas, jarros e luminárias. As peças são vendidas em cidades como Teresina, Parnaíba e Altos. Parte da produção também é enviada para estados como São Paulo e Ceará.
José Carlos trabalha com a taboca há cerca de 40 anos. Ele começou ajudando o pai na produção de cestos e, com o passar do tempo, desenvolveu novas técnicas e modelos.
“Antigamente a gente fazia cesto de roupas e depois eu fui crescendo e desenvolvendo, fazendo peças diferentes como jarros, luminárias e baú. Eu invento de cabeça”, disse Carlos.
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Natureza como matéria-prima
Em Teresina, o artesão Crisnando Pinho encontrou na natureza a principal inspiração para o trabalho. Ele recolhe troncos e galhos que já caíram ou foram retirados durante podas, evitando cortar árvores para obter matéria-prima.
“Eu recolho os materiais que já estão na natureza. Sempre recolho, não tiro. Esse é meu objetivo principal: nunca cortar uma árvore, mas reaproveitar o que a natureza já está nos dando”, afirmou.
A ideia surgiu em 2023, quando Crisnando decidiu transformar um tronco que tinha em casa em uma luminária. Após publicar o resultado nas redes sociais, despertou o interesse de outras pessoas e passou a produzir novas peças.
Pelas ruas, ele encontra galhos, troncos, cascas de coco, cabaças e outros materiais que seriam descartados. Depois de recolhidos, os galhos passam por um processo de secagem que pode durar cerca de três meses. Somente após perderem a umidade, ficam prontos para serem transformados em peças artesanais.
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*Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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