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​Twenty One Pilots encerra Rock in Rio, confirma evolução, mas toca para menor plateia de headliner desta edição

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Josh Dun, do Twenty One Pilots, toca bateria no topo de estrutura no Rock in Rio
A estreia de Tyler Joseph e Josh Dun no Rock in Rio carregou o peso de uma trajetória de dez anos no Brasil. O Twenty One Pilots, definitivamente, deixou de ser encarado como uma novidade do rap rock para assumir o posto de headliner (quase) indiscutível de festivais.
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O encerramento desta noite deixou claro como a performance da dupla americana ganhou a complexidade e o estofo necessários para entreter a multidão do último dia de evento, já na madrugada de segunda-feira (14).
Ok, foi o menor público para um headliner nesta edição, mas ainda assim a Cidade do Rock cheia pode intimidar os menos experientes. A organização não divulgou quantos dos 100 mil ingressos foram vendidos para esta noite.
Eles seguem com as peraltices pelas quais ficaram famosos. Cinco minutos de show já é o suficiente para o vocalista Tyler usar e se despir de uma máscara, ajoelhar-se no chão como se o mundo estivesse acabando, flertar com a câmera, subir em um suporte em cima da plateia e girar loucamente seu microfone.
Twenty One Pilots no Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
Mas a dupla também se preocupa com a parte musical. E tudo é conduzido pelo baterista Josh: ele se alterna entre grooves dançantes, pegada R&B e um quê de disco music. Entre um truque e outro, Tyler se divide entre o teclado, o baixo, a guitarra e”:seus vocais rasgados e precisos.
Hits como “Stressed Out” e “Ride” (com participação de um segurança, Jonathan, cantando no final) convivem em sintonia com as passagens mais densas do repertório. Nem mesmo a desnecessária cover do “Stolen Dance”, hit indie do grupo alemão Milky Chance, atrapalha o setlist. “Seven Nation Army”, do White Stripes, relembra o hit de outra dupla. Faz bem mais sentido.
Em 2016, a estreia no Lollapalooza trouxe uma insegurança (assumida por eles) de dois caras que se apresentaram ao som de bases pré-gravadas, enfeitando o show com acrobacias e outras estripulias. Desta vez, Josh escala uma estrutura e toca bateria lá do alto.
Vocalista do Twenty One Pilots canta em suporte em cima da plateia no Rock in Rio
A cada retorno (como na era “Trench” que coloriu fãs de amarelo e preto, em 2019; ou em 2023 na substituição do Blink-182), certa ingenuidade deu lugar a um amadurecimento no som.
Eles já contaram com uma banda de apoio, que trazia novas camadas ao repertório, mas os dois provaram que sabem se virar sem ela. Sozinhos ou acompanhados, o som do Twenty One Pilots segue sendo um rap rock alternativo com um monte de estilos misturados. E alguns dos fãs mais performáticos que se tem notícia. Cada close no telão é a certeza de ver caras, bocas e looks ótimos.
“Vocês estão cansados?”, perguntou Tyler, ainda no início. “Quando vi que estava chovendo fiquei com medo de não ter ninguém, obrigado por ficarem”, agradeceu, já ensopada pela chuva que insistiu em cair o show inteiro. Um contratempo a mais que Tyler e Josh tiraram de letra.

Arte/g1
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